terça-feira, 19 de abril de 2011

merfort:

“Mas tantas memórias. A gente tem tantas memórias. Eu fico pensando se o
 mais difícil no tempo que passa não será exatamente isso. O acúmulo de 
memórias, a montanha de lembranças que você vai juntando por dentro. De 
repente o presente, qualquer coisa presente. Uma rua, por exemplo. A rua
 não é mais a mesma, demoliram o edifício. As ruas vão mudando, os 
edifícios vão sendo destruídos. Mas continuam inteiros dentro de você. 
Chega um tempo, eu acho, que você vai olhar em volta sem conseguir 
reconhecer nada.”
“Mas tantas memórias. A gente tem tantas memórias. Eu fico pensando se o mais difícil no tempo que passa não será exatamente isso. O acúmulo de memórias, a montanha de lembranças que você vai juntando por dentro. De repente o presente, qualquer coisa presente. Uma rua, por exemplo. A rua não é mais a mesma, demoliram o edifício. As ruas vão mudando, os edifícios vão sendo destruídos. Mas continuam inteiros dentro de você. Chega um tempo, eu acho, que você vai olhar em volta sem conseguir reconhecer nada.”

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